Foi grande o movimento que vi acontecendo no Campus Party em São Paulo, com 6.500 campuseiros que puderam assistir palestras sobre os mais variados temas de tecnologia. Espaço diferente do que estamos acostumados a ver em eventos, descontraído, todos demarcados por tapetes com puffs e cadeiras para os campuseiros acompanharem as palestras, compartilharem idéias, projetos e experiências. Detalhe, todos podem estar conectados a internet simultaneamente. O que vi no CP é uma grande rede social funcionando, pois ao mesmo tempo em que você está vendo uma palestra, você está postando no twitter, no blog, nas redes sociais, dando feedback das palestras ao vivo, tudo visível a todos que estão acompanhando o evento in-loco e pela internet. Ao entrar no evento, a primeira impressão é de completo caos, mas aos poucos você percebe que esta em um novo mundo, rodeado de pessoas (geeks) que formam a sociedade digital, da informação, do compartilhamento e colaboração, onde não há mais fronteiras e nem controle (não existem divisórias entre as palestras, as pessoas sentam juntas), por outro lado, você percebe a formação das “tribos” nas diferentes áreas: games, blogs, robótica, modding, entre outros.
O debate na área de Laboratório na quinta-feira (22) foi muito interessante, com a participação de Marco Gomes, diretor da Boo-Box e Pedro Cabral, CEO da Isobar, o painel falou sobre a importância das marcas dialogarem, aprenderem com seus consumidores já que são eles que propagam a marca e com a internet isto ficou ainda mais fácil e rápido. Na mesma linha, aconteceu o painel Relações Publicas 2.0 na área de Blogs, com a presença de Mário Soma, diretor e sócio do Grupo RMA, Thiane Loureiro, diretora regional da Edelman, e Eduardo Vieira, da Agência Ideal, com a mediação do jornalista Eduardo Vasques, falando sobre as novas formas de interação das marcas com os consumidores através da mídia social. Palavras como “cultura, transparência, maturidade e treinamento” foram citadas no painel para mostrar como as marcas devem participar deste movimento.
O resumo que faço é que o evento do CP trouxe a tona ainda mais fortemente a importância da relação consumidor e marca na web 2.0. O que pude perceber no tom dos palestrantes é que não é mais uma escolha das marcas estar ou não inseridas “digitalmente 2.0”, mas sim a forma, o como isto deve acontecer. Do outro lado, consumidores, mais maduros, colaborativos e interativos, bastava estar no CP para comprovar!!!

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